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segunda-feira, 4 de março de 2013

Cãimbras no Esporte!

 Apesar de existirem muitas razões para que uma cãibra apareça, alguns pontos nutricionais são muito importantes. Uma cãibra forte é capaz de tirar um atleta da competição ou um praticante da academia, em ambos os casos, há o transtorno e o prejuízo. Por ser algo que incapacita o atleta, técnicos e jogadores temem muito sua incidência, afinal, você já deve ter visto em alguma competição esportiva, principalmente o futebol, atletas desabarem repentinamente no campo e logo depois vem a informação de que o mesmo está com cãibras.

Caracterizada pela contração dolorosa e involuntária dos músculos, a cãibra é um problema comum que apesar de não sinalizar doença grave, funciona como um termômetro que mede o equilíbrio de água e nutrientes do nosso organismo.

A principal causa das cãibras é a perda excessiva de líquidos e sódio. O sódio é um mineral importante para a transmissão dos sinais nervosos e ações que levam aos movimentos dos músculos e a falta desse elemento, juntamente com a falta de líquidos, pode tornar os músculos mais sensíveis.

Por muitos anos, as pessoas atribuíram cãibras à falta de potássio ou magnésio no corpo, porém, pesquisas mostram que esses minerais são menos importantes na situação. As quantidades de potássio e magnésio que se perdem no suor são baixas quando comparadas ao sódio e cloreto.

Outras causas de cãibras: diabetes, problemas vasculares, uso da creatina, doenças neurológicas, etc.

COMO PREVENIR?

- Manter-se bem hidratado durante todo o dia com água mineral, água de côco e suco de frutas;

- Beber muitos líquidos antes, durante e após o exercício, principalmente;

- Repôr sódio durante os intervalos de exercícios pesados com transpiração abundante. Utilizar uma bebida esportiva;

- Assegurar uma recuperação adequada com descanso, boa hidratação e boa alimentação (incluir comidas salgadas nesse período);

- Evitar o uso de alimentos e/ou medicamentos diuréticos, para minimizar a perda de água corporal.

REFERÊNCIAS:

HORSWILL CA. Cãibras musculares: causas e tratamentos. Gatorade Sports Science Institute. 

MAUGHAN, Ron, GLEESON, Michael, GREENHAFF, Paul. Bioquímica do exercício e treinamento. Traduzido por Elisabeth de Oliveira e Marcos Ikeda. São Paulo: Manole, 2000. 

.: Giovana Guido (CRN3 21630) , Nutricionista graduada pela Universidade São Judas Tadeu, com especialização em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho e atualmente cursando Nutrição Esportiva também pela Gama Filho.

.: Contato: giovana.guido@yahoo.com.br

Aprender a montar o projeto é primeiro passo para conseguir patrocínio esportivo


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Quem precisa organizar um evento sabe que, além de todo o trabalho com os preparativos, o que tira o sono é a verba dispendida com todos os detalhes. Cursos e assessorias podem ajudar a desenvolver proposta de patrocínio.


Os atletas que desejam se dedicar exclusivamente aos treinamentos para poder se aprimorar no esporte e melhorar sua posição em rankings específicos também conhecem a quantidade de gastos que essa dedicação pode implicar. Por esses motivos que muitos buscam auxílio financeiro ou em produtos – a famosa permuta – com empresas patrocinadoras. Todavia, André Fernandes (http://profandrefernandes.blogspot.com.br/), empresário da área fitness e presidente do conselho do CREF 1, conta que conseguir o patrocínio é algo bastante difícil no Brasil.

A realidade do patrocínio em Educação Física

“A realidade que temos é a de que o atleta faz o projeto de patrocínio e, normalmente, não está preparado para a elaborá-lo e, com isso, acaba sem o patrocinador. O atleta até pode cria-lo, mas o ideal é que peça pra alguém que conheça a elaboração de projetos de patrocínio esportivo, que saiba apresenta-lo e conheça a sistemática desse processo”, orienta.

Para Georgios Hatzidakis, gerente administrativo da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e professor das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), ao criar um projeto de patrocínio em Educação Física, deve-se conhecer a empresa para a qual irá apresenta-la para saber suas necessidades, público-alvo que atinge, se ela quer visibilidade ou vendas etc para poder apresentar um projeto organizado. “Tem que saber que o apoiador vai ser seu cliente e, por isso, é preciso saber quais são suas estratégias de marketing e sua capacidade financeira”, explica.

O projeto de patrocínio vai variar de acordo com sua função: é para um evento, para um atleta, para um time, um workshop específico - e, segundo Fernandes, deve conter os seguintes itens:

- Justificativa: o que vai atender, qual o motivo de sua existência;

- Objetivo: qual o motivo da solicitação;

- Desenvolvimento: o detalhamento de tudo o que vai acontecer, seja evento ou competição esportiva;

- Custos: se for um projeto anual, tem que ter noção de quanto será gasto e com quais itens.

Para quem oferecer um projeto de patrocínio em Educação Física?

Escolher pra quem pedir o patrocínio em Educação Física é outro “pulo do gato”, segundo o presidente do conselho do CREF 1. “Se o projeto é pequeno, local, não adianta buscar grandes empresas. Tem que buscar as regionais. Agora, se o projeto é nacional ou internacional ou se vai ter atenção da mídia nacional ou estrangeira, aí vale a pena buscar grandes empresas. Pessoa física também pode ser patrocinadora, mas é difícil porque ela não tem vantagem nenhuma em termos de impostos.”

Hatzidakis orienta que o atleta ou organizador de evento faça uma segmentação do mercado e visite a empresa antes de encaminhar sua proposta de projeto de patrocínio em Educação Física. “Essa proposta pode ser enviada até em vários meios: digitada, em vídeo, das duas formas para não correr risco de não conseguirem ler algum formato”, destaca o professor.

Patrocínio em Educação física: a cabeça do outro

Pensar como patrocinador também é importante para não apresentar uma proposta de patrocínio em Educação Física sem noção. Saber o que o seu investidor vai querer em retorno é essencial: “na maioria das vezes é visibilidade, porque o patrocinador espera que a marca dele tenha retorno e, normalmente, as pequenas e médias empresas não sabem quais são as estratégias de patrocínio e acabam usando sua verba em eventos que não tem a ver com seu negócio, não têm retorno e depois dizem que patrocinar não funciona e não querem investir em mais ninguém”, conta Fernandes.

Conhecer os seus atributos para poder oferece-los às empresas com valores semelhantes também é um bom caminho a ser trilhado e segundo Hatzidakis. Assim, “um atleta de atletismo oferece com sua imagem velocidade, carisma, resistência, força de vontade: valores que a empresa quer aliar à sua marca”. O retorno que o atleta vai dar ao investidor pode ser de exposição na mídia – e aí ele precisa aparecer bastante na mídia, sempre usando algo que remeta a esse patrocinador – ou aumento de vendas e aí o beneficiado deve ceder sua imagem para comerciais da empresa.

Existem leis de âmbito federal, estadual e municipal que regulamentam os benefícios para o patrocinador esportivo e que garantem descontos em alguns impostos para a empresa patrocinadora. André Fernandes citou a Lei Pelé, nº 9.615, de 24 de março de 1998 como uma delas, que garante em âmbito federal descontos no Imposto de Renda para quem incentivar o esporte no país e que é pouco usada pelas instituições. O mesmo garante a Lei do Incentivo ao Esporte, nº 11.438, sancionada em dezembro de 2006, também federal.

Para quem incentiva, quanto menos patrocínios o evento ou atleta tiver, melhor, já que sua empresa tende a ganhar mais destaque. Todavia, cabe ao atleta checar a relação entre a verba que ele precisa e aquela que recebe para determinar se vale a pena sugerir cotas de patrocínio a outros estabelecimentos, sem estabelecer valores mínimo ou máximo para tal.

Menos burocracia aos atletas que buscam patrocínio em Educação Física

O atleta que precisa de patrocínio não precisa, necessariamente, se tornar uma pessoa jurídica para poder receber o incentivo. “Algumas empresas - em especial as grandes – exigem que o repasse de dinheiro seja feito de empresa para empresa, como se fosse uma assessoria, mas na verdade não precisa, porque elas podem alegar que esse dinheiro foi uma doação”, orienta Fernandes, demonstrando que a burocracia pode ser menor do que esperada. Hatzidakis conta que um contrato cedendo os direitos de imagem do evento/atleta por tempo determinado pode ser realizado para firmar o patrocínio também.

Quem tiver dúvidas sobre todo o processo pode buscar informações sobre a estratégia de desenvolvimento de projetos de patrocínio em Educação Física por meio de cursos para organizações de eventos ou projetos. Fernandes conta que as assessorias esportivas também podem ajudar nesse desenvolvimento e, como não há um órgão regulador dessas assessorias, pode-se pesquisar sobre elas ou pedir recomendações a quem já é cliente.

“O ideal é que o atleta busque um profissional que saiba elaborar o projeto e outro que saiba vendê-lo, mas, se não tiver condições financeiras, pode desenvolver o projeto sozinho e tentar mostrar que público ele atinge”, afirma Georgios Hatzidakis, que destaca que não adianta enviar o projeto para 150 empresas sem qualquer critério: é preciso pesquisar o mercado para não perder o próprio tempo e o da instituição ao criar expectativas que não serão concretizadas. Além disso: “patrocínio não é esmola. A empresa vai ter lucro com ele, é um negócio”, frisa o professor.

“Acho que a dica principal que podemos deixar é a de que atletas e organizadores de eventos que forem precisar de patrocínio devem ter a noção exata de quais são os objetivos dele com o evento para pensar nas formas de retorno que podem oferecer ao patrocinador”, diz Fernandes. Afinal, com uma proposta bem elaborada em mãos, as chances de haver uma recusa são bem menores.

http://www.educacaofisica.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Clubes precisam melhorar marketing para arrecadar mais, diz economista

Elena Landau destaca que, no Brasil, a publicidade no futebol é limitada. Para comentarista Dani Monti, estádios precisam ser mais utilizados

Por SporTV.com Rio de Janeiro


No ano passado, clubes europeus foram os 30 primeiros em arrecadação no futebol mundial. O primeiro clube fora da Europa na lista, o Corinthians, ocupava apenas a 31ª posição no ranking divulgado na semana passada pela consultoria Deloitte. Para a economista Elena Landau, convidada do "Redação SporTV", os clubes brasileiros precisam melhorar principalmente no marketing esportivo para alcançar o máximo de seu potencial financeiro.

- O equilíbrio de receitas é fundamental. Os clubes brasileiros melhoraram em sua capacidade de patrocínio. Os valores dos direitos de transmissão para a televisão também aumentaram. Mas ainda falta um pouco mais de marketing esportivo. O Brasil ainda está muito atrasado nisso. As agências de publicidade, em geral, não perceberam que o futebol é um veículo muito maior que um patrocínio de manga de camisa - afirmou a economista.

O comentarista Dani Monti destacou que, no Brasil, os estádios apresentam um público muito abaixo da média de Alemanha e Inglaterra. No ano passado, no Campeonato Brasileiro da Série A, a média de ocupação dos estádios foi de apenas 42%. Além disso, os estádios tem um potencial de geração de recursos ainda pouco explorado.

- Na Alemanha, principalmente depois da Copa de 2006, o estádio é próprio do clube e é multifuncional. O torcedor pode visitar o estádio todos os dias, para almoçar, visitar lojas e o museu do clube. Na Alemanha, a taxa de lotação dos estádios é de 87% em dias de jogos. O estádio é agradável e as pessoas gostam de frequentar.

Gráficos mostram como é a arrecadação de seis clubes (Foto: Arte/SporTV)Gráficos mostram que os direitos de TV tem um peso maior na arrecadação no Brasil (Foto: Arte/SporTV)
 
Elena Landau acredita ainda que a lei brasileira proibindo a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios atrapalha a arrecadação dos clubes, por não permitir a abertura de todos os tipos de restaurantes dentro dos estádios.

- Perdemos a oportunidade de discutir a proibição da venda de bebida alcoólica nos estádios. Por que todo mundo só entra na hora do jogo? Porque a hipocrisia da lei deixa beber do lado de fora do estádio, mas não dentro. A violência não aumentou nem diminuiu por causa disso. As brigas continuam acontecendo fora dos estádios. Até no camarote da empresa, se você quiser fechar um negócio, não pode oferecer um vinho. Não se pode abrir uma churrascaria dentro do estádio, um bar temático, uma praça de alimentação completa.

A economista afirmou também que, com a abertura do seu estádio, a renda do Corinthians tende a aumentar.

- O estádio em Itaquera será muito bom, a torcida é muito fiel e muito grande. Mas meu maior otimismo é com o patrocínio. Temos que superar o problema do poder de compra do brasileiro. Uma camisa oficial custa R$ 200 e as vendas têm uma limitação. Nem todo mundo pode comprar.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CBRu apresenta novo modelo de gestão esportiva



Projeto inovador atende diretrizes do Ministério do Esporte e poderá servir de exemplo para outras entidades

A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) mostrou mais uma vez porque é referência em administração esportiva no país. Em assembleia realizada na última semana em São Paulo, a entidade ratificou, por unanimidade de seus membros, a implementação de um novo modelo de gestão e governança que poderá revolucionar o mercado esportivo nacional.

O modelo segue as melhores práticas de governança, devidamente adaptadas para a realidade do esporte brasileiro e notadamente ao rugby. São três os pilares. Primeiro, além das figuras tradicionais da diretoria executiva composta apenas pelo presidente e pelo vice-presidente (cargos estatutários), entra em cena um conselho de administração formado por membros independentes (renomados executivos de empresas de diversos segmentos da economia que trazem experiências relevantes para a gestão) e por membros eleitos em Assembléia com voto das Federações e clubes com direito a voto, além de um membro eleito pelos árbitros. O referido Conselho será responsável pelas políticas e diretrizes da administração no esporte no País.

Segundo, foram criados comitês para tratar de assuntos específicos tais como marketing e captação de recursos, torneios e competições, recursos humanos, e assim otimizar a execução dos projetos. Por fim, um sistema de remuneração baseado em resultados atingidos (KPIs), além da limitação de mandato (já existente desde a fundação da entidade em janeiro de 2010), seguindo a mesma norma contida na Constituição Brasileira (eleição para 4 anos + reeleição por igual período). Essas premissas, aliadas as novas definições de investimento para o crescimento da modalidade e a melhoria do alto rendimento, garantirá o comprometimento com as metas e resultados.

Esse trabalho audacioso pode servir de exemplo para as demais entidades esportivas do País. Além disso, ao modernizar a governança e a gestão através das melhores práticas de mercado altamente respeitadas, é possível potencializar as oportunidades, garantindo investimentos e mesmo um crescimento hegemônico e uniformizado do rugby no Brasil.

"Sabemos que uma boa gestão é fator importante na captação de recursos. Sem investimento, principalmente oriundo da iniciativa privada, não é possível oferecer uma estrutura de qualidade para atletas, treinadores, árbitros e clubes, consequentemente prejudicando o desempenho esportivo dos atletas. Essa governança garantirá os recursos para o crescimento da modalidade através de projetos de desenvolvimento, notadamente projetos sociais que usam o rugby como ferramenta educacional. Ademais, as melhores práticas farão com que nossos patrocinadores possam acompanhar e medir nosso plano de ação com maior precisão, ou seja, aonde e de que forma os recursos estão sendo investidos, quais são as metas de curto, médio e longo prazos, aonde estamos bem, aonde precisamos melhorar, e assim por diante. Queremos transformar o rugby no segundo esporte mais popular do país e estamos trabalhando para que se crie uma infraestrutura pública e privada para a prática permanente de rugby em todos Estados do território nacional. É uma caminhada desafiante, mas estamos certos de que essas medidas vão colocar o rugby brasileiro entre as principais potencias do mundo. Tão logo as autoridades públicas conheçam os valores que o rugby proporciona para a formação de melhores cidadãos e novos atletas, estou certo de que nascerão campos públicos de rugby em mais municípios do Brasil, assim como já acontece em São José dos Campos, Bento Gonçalves, Vinhedo, Curitiba, entre outros", afirma Sami Arap Sobrinho, presidente da CBRu.

O novo modelo tem tudo para se tornar um dos mais modernos do mundo, mostrando que é possível aliar gestão profissional, saúde financeira e desempenho esportivo.

http://www.portaldorugby.com.br

domingo, 27 de janeiro de 2013

Esporte vira produto de exportação

Mestre Paulão morou 16 anos na Holanda e expandiu a capoeira para o resto da Europa. Há quatro anos, o professor mora na Hungria, onde coordena o Grupo Capoeira Brasil, presente em países dos cinco continentes Foto:WALESKA SANTIAGO
A história de Mestre Paulão tem início muito antes de sua saída para "descobrir a Europa" em 1994. Segundo ele próprio nos conta, cresceu na Praia de Iracema jogando futebol, participando das rodas de samba e aprendendo os primeiros movimentos do esporte que transformaria sua vida: a capoeira.

Inquieto e teimoso, como ele próprio se autodenomina, venceu sua primeira grande batalha ao conseguir introduzir a capoeira nos melhores colégios de Fortaleza. "Não foi fácil, mas consegui mostrar para todos que a capoeira podia ser um importante instrumento de disciplina, autocontrole e condicionamento físico", explica o Mestre.

Nessa época chegou a abrir shows de grandes bandas como Chiclete com Banana, Daniela Mercury, dentre outros, sempre buscando atrelar a capoeira a performances teatrais, dança e, principalmente, como elemento genuíno da identidade, cultura e do folclore brasileiro.

Ginga na Europa
Mas Paulão queria mais e, mesmo com um nome já consolidado no Ceará e no Brasil, em 1994 e com 33 anos de idade, se lançou àquela que seria sua maior empreitada: introduzir na Europa a capoeira como produto brasileiro tipo exportação.

Segundo ele, a Europa já conhecia a capoeira através das primeiras apresentações itinerantes que aconteceram no continente. Contudo, ainda não havia um embrião se desenvolvendo. E mesmo que já existissem algumas experiências isoladas em países como Alemanha, França e Holanda, não passavam de focos. Foi aí que ele resolveu, literalmente, colocar a mochila nas costas e mergulhar em um mundo totalmente desconhecido.

"Senti na pele todas as dores que um ser humano pode sofrer. Entretanto, havia dentro de mim uma esperança inabalável e eu tinha certeza que nunca iria voltar pro Brasil derrotado", conta emocionado.

Foi com muito trabalho e estratégia que Mestre Paulão conseguiu realizar o sonho de ter uma vida digna através da capoeira. "Fui espalhando alunos primeiro em várias cidades da Holanda, onde residi por 16 anos. Depois fui fazendo a mesma coisa em outros países. Há quatro anos moro na Hungria, de onde coordeno o Grupo Capoeira Brasil, que está presente em 125 países", finaliza o Mestre anunciando que sua próxima empreitada será organizar o Campeonato Mundial de Capoeira que vai acontecer no Azerbaijão entre os dias 30 de maio e 2 de junho deste ano.

fonte: http://diariodonordeste.globo.com/

sábado, 26 de janeiro de 2013

Marketing Esportivo: montadoras vão muito além das pistas.



Embora muitos acreditem que o patrocínio sempre deva atuar na área em que a marca esteja presente, no caso das montadoras o automobilismo está dividindo terreno com os patrocínios olímpicos. A BMW que desde 2012 é patrocinadora do Comitê Olímpico dos Estados Unidos e a primeira fábrica de automóveis não americana a usar a marca do USOC, fechou também o patrocínio com o Canadá, passando a ser a montadora exclusiva dos times olímpicos da América do Norte.


No caso do Comitê Americano, a BMW aproveitou a não renovação por parte da GM após os Jogos de Beijing em 2008. Os argumentos para a escolha passam pelos programas de alto desempenho ao qual os atletas são submetidos e ao legado de marca. Sinergia mercadológica absoluta. Os dois patrocínios passam pelo Pan de 2015 em Toronto e pelos Jogos do Rio em 2016.


Aos que estranharam a entrada da GM no futebol brasileiro nos campeonatos regionais e espernearam olhando apenas o mercado local, o cenário da briga é bem mais amplo. Do tamanho do mundo…

Por: Álvaro José (http://esportes.r7.com/blogs/alvaro-jose/)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sonho para o novo ano: cuidados importantes ao abrir o próprio negócio.

Por via de regra, o negócio é sempre algo muito idealizado pelos que o fazem, sejam start-ups ou os já estabelecidos no mercado. Por isso, é preciso cautela


Por Luiz Fernando Garcia, www.administradores.com

Abrir o próprio negócio é um passo muito importante na vida de qualquer pessoa, trata-se da concretização de um sonho. Justamente por isso, a atitude deve ser extremamente calculada e tomada com muito cuidado, pois pode ser irreversível e prejudicial a uma situação financeira estável. Estudar o mercado, ouvir conselhos de quem já está no ramo e respeitar as experiências na carreira são algumas atitudes que, certamente, contribuem para a evolução da empresa e a chegada dos lucros.

Por via de regra, o negócio é sempre algo muito idealizado pelos que o fazem, sejam start-ups ou os já estabelecidos no mercado. Essa idealização, no entanto, deve ser controlada para que o resultado não seja o oposto do imaginado e o sonho não se torne um pesadelo financeiro. Para iniciar um empreendimento, é preciso respeitar o lápis e o papel e fazer contas sobre o que será investido com equipamentos e pessoas, sem precipitações.

Além de calcular os custos, o empreendedor iniciante deve fazer uma investigação minuciosa sobre o ramo em que atuará - o ideal é que cerca de cinco empresários já estabelecidos sejam ouvidos. Avalie o que está em falta, abrir um negócio não é suprir a nossa necessidade, mas, sim, as deficiências do mercado! Outro ponto fundamental é o respeito a alguma afinidade ou habilidade adquirida durante a carreira profissional, fator que, com certeza, irá colaborar para o desenvolvimento da empresa.

Tão importante quanto todos esses fatores é a aceitação que a pessoa deve ter de sua nova posição no mercado, a de empreendedor. Há uma diferença brutal entre administrar a própria empresa e trabalhar com 13º salário e cumprimento de horário. Quem pretende empreender deve, previamente, compreender que, especialmente nos primeiros anos, terá de dedicar de 12 a 17 horas diárias à empresa e abrir mão de uma série de atividades por conta disso. Ter o próprio negócio exige muita dedicação e entrega afetiva, é uma escolha de vida que pode não ter volta. Por conta disso, todo cuidado é pouco na abertura de um empreendimento.

Luiz Fernando GarciaEspecialista em psicodinâmica aplicada aos negócios e responsável pelo desenvolvimento de mais de 50 metodologias de treinamento destinadas à capacitação de empresários e profissionais de liderança. Foi coordenador do projeto de Educação Empreendedora no ensino médio, do MEC, e um dos quatro consultores certificados pela ONU para coordenar os seminários do Empretec/Sebrae. Autor de livros como o Inconsciente na Sua Vida Profissional e Empresários no Divã, lançado neste mês pela Editora Gente.